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Doença coronariana e angina no Lago Sul: investigação e tratamento

Doença coronariana e angina no Lago Sul são investigadas a partir de uma pergunta simples e difícil: o que você sente aparece no esforço e passa no repouso? Essa característica vale mais que qualquer exame isolado, e é dela que sai a escolha do que pedir. Este texto é informativo e não substitui a consulta médica.

Dra. Layla Benevides no consultório, onde investiga doença coronariana e angina no Lago Sul

Como reconheço angina na consulta

Angina é a dor que aparece quando o coração precisa de mais sangue do que a artéria consegue entregar. O padrão clássico tem três partes, e a conduta muda conforme quantas delas estão presentes.

  • Localização e caráter. Aperto, peso ou queimação no meio do peito, às vezes irradiando para o braço esquerdo, o pescoço ou a mandíbula. Dor em pontada que dura segundos e piora ao respirar raramente é angina.
  • Gatilho. Aparece no esforço, na subida, na pressa, depois de refeição grande ou com emoção forte.
  • Alívio. Passa em poucos minutos com repouso.

Quando as três estão presentes, a probabilidade de doença coronariana é alta e a investigação é direta. Quando só uma está, o caminho costuma ser outro, e pedir exame caro de imediato atrapalha mais do que ajuda.

Duas observações que mudam a leitura na prática. Em mulheres, em pessoas idosas e em quem tem diabetes, a apresentação é mais frequentemente atípica: falta de ar ao esforço, cansaço desproporcional ou mal-estar com suor, sem dor típica. E angina que mudou de padrão recentemente, que aparece com esforço menor ou que passou a surgir em repouso, não é caso de investigação programada. É emergência.

Quais exames investigam doença coronariana e angina

A escolha do exame depende da sua probabilidade de ter a doença antes de fazê-lo. Exame pedido para quem tem probabilidade muito baixa gera achado incidental e ansiedade; pedido para quem tem probabilidade muito alta atrasa o que já estava indicado.

Exame O que responde
Eletrocardiograma de repouso Mostra infarto prévio e alterações agudas, mas normal não afasta nada
Teste ergométrico Reproduz o esforço sob monitorização e mostra isquemia e capacidade funcional
Ecocardiograma Avalia a força de contração e as válvulas, e detecta sequela de infarto
Cintilografia miocárdica Mapeia áreas com menos sangue no esforço
Angiotomografia de coronárias Vê a artéria por dentro, sem cateter, e é excelente para descartar a doença
Escore de cálcio Quantifica a calcificação e ajuda a decidir em quem está na dúvida
Cateterismo Padrão de referência, e também a via do tratamento por stent

Não peço bateria fixa. Cada pedido responde a uma pergunta clínica levantada na conversa e no exame físico. Se a sua dúvida ainda é se a dor é do coração, escrevi separadamente sobre dor no peito e quando ela é do coração.

Tratamento: remédio, stent e o que decide entre eles

Existe uma ideia difundida de que doença coronariana se resolve com stent. Na maior parte dos casos estáveis, o tratamento clínico bem feito controla o sintoma e reduz o risco tanto quanto, e a revascularização entra por indicação específica.

O tratamento tem dois objetivos, que não se confundem:

  1. Reduzir o risco de infarto e morte. É o que fazem o controle agressivo do colesterol, o antiagregante quando indicado, o controle da pressão, a cessação do tabagismo e o manejo do diabetes.
  2. Controlar o sintoma. É o que fazem os antianginosos e, quando eles não bastam, a angioplastia com stent ou a cirurgia de revascularização.

A decisão por revascularizar leva em conta a anatomia das artérias, a área de músculo em risco, a função do coração e, principalmente, se o sintoma persiste apesar do tratamento clínico otimizado. É uma conversa, não um automatismo.

Reabilitação cardiovascular merece um parágrafo próprio porque é subutilizada no Brasil: exercício supervisionado e progressivo depois do evento melhora capacidade funcional, sintoma e prognóstico. Quem já passou por procedimento encontra o detalhamento em acompanhamento após procedimentos cardíacos.

Acompanhamento e quando procurar emergência

Quem tem doença coronariana estável costuma ser reavaliado a cada seis a doze meses, com intervalo menor no ajuste inicial do tratamento. Cada retorno revisa o sintoma no esforço, as metas de colesterol e pressão, a adesão ao tratamento e a tolerância aos remédios.

O que eu peço que você observe entre as consultas: mudou a distância que você caminha sem sintoma? Apareceu sintoma em repouso? A dor passou a durar mais? Qualquer resposta positiva encurta o retorno.

Emergência, sem exceção: dor no peito em aperto que não passa em poucos minutos de repouso, dor acompanhada de suor frio, náusea ou falta de ar, ou dor que surge em repouso. Procure um serviço de emergência ou ligue 192 (SAMU). Quanto mais cedo o atendimento começa, menor tende a ser a área de músculo perdida, e essa conta é feita em minutos.

O acompanhamento acontece no consultório da Clínica Lívere, no Lago Sul, e no da Live Medicina Especializada, na Asa Sul, com as formas de agendar em agendar consulta.

Perguntas frequentes

Como se investiga doença coronariana e angina?

Começa pela caracterização do sintoma: se aparece no esforço, onde dói, quanto dura e o que alivia. Essa descrição define a sua probabilidade de ter a doença, e é ela que escolhe o exame. Dependendo do caso, entram teste ergométrico, cintilografia, angiotomografia de coronárias ou cateterismo, nunca todos de uma vez.

Dor no peito que passa rápido pode ser angina?

Pode, e é justamente o padrão típico: angina costuma durar poucos minutos e ceder com repouso. O que diferencia é o gatilho. Dor que aparece no esforço e some parado merece investigação programada. Dor em pontada de segundos, que piora ao respirar fundo ou ao apertar o local, raramente é do coração.

Toda obstrução de artéria precisa de stent?

Não. Em doença estável, o tratamento clínico bem feito controla o sintoma e reduz risco de forma comparável em boa parte dos casos. O stent entra quando o sintoma persiste apesar do tratamento otimizado ou quando a anatomia e a área de músculo em risco indicam benefício. A decisão depende do conjunto, não do percentual isolado da lesão.

Já infartei. Preciso de acompanhamento para sempre?

Sim. Quem já teve um evento é classificado como risco muito alto, e esse risco não desaparece com o tempo. O acompanhamento mantém as metas de colesterol e pressão, garante a adesão ao antiagregante e detecta cedo o retorno do sintoma. O intervalo costuma ser de seis a doze meses quando tudo está estável.

Leia também

Onde a consulta acontece

Clínica Lívere

SHIS QI 01, Lote B, Bloco B, Sala 010-7
Edifício Santos Dumont Medical Center
Lago Sul, Brasília, DF
CEP 71605-170
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Live Medicina Especializada

SGAS 610/611, Bloco I, Sala SL15
Centro Médico Lucio Costa
Asa Sul, Brasília, DF
CEP 70200-700
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Hospital Sírio-Libanês Brasília

SGAS 613, s/n, Lote 94, Via L2 Sul
Asa Sul, Brasília, DF
CEP 70200-730
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Dra. Layla Benevides, Médica Cardiologista, CRM-DF 17997, RQE 16674 (Clínica Médica) e RQE 16675 (Cardiologia).

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico nem o tratamento individualizado. Em caso de dor no peito intensa, falta de ar súbita, desmaio ou sintoma grave, procure imediatamente um serviço de emergência ou ligue para o SAMU (192).