O que é o check-up cardiológico e o que ele responde?
É uma consulta com o objetivo de estimar risco, não de tratar uma queixa. O check-up responde a três perguntas: qual a probabilidade de você ter um infarto ou AVC nos próximos dez anos, se já existe doença cardiovascular instalada e silenciosa, e quais dos seus fatores de risco são modificáveis a partir de agora.
A lógica da prevenção é essa: agir antes do evento. A Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2019) afirma que a identificação dos indivíduos assintomáticos com maior predisposição é crucial para a prevenção efetiva, com a correta definição das metas terapêuticas. O mesmo documento registra que, em cerca de metade das pessoas, um evento coronariano agudo é a primeira manifestação da doença aterosclerótica, ou seja, o infarto é a estreia, não o aviso.
O peso disso na população brasileira é grande. Segundo a Estatística Cardiovascular Brasil 2023, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares causaram 382.507 mortes no país em 2021, o equivalente a 21% de todos os óbitos daquele ano. O mesmo levantamento aponta que 26,3% dos adultos das capitais brasileiras relataram diagnóstico de hipertensão no Vigitel de 2021, e que 14,6% dos adultos avaliados na Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 referiram colesterol alto.
O que o check-up cardiológico no Lago Sul não é: um carimbo de "coração liberado". Ele é uma fotografia do seu risco em uma data, acompanhada de um plano de revisão escrito. Este texto tem caráter informativo e não substitui a avaliação individual em consulta.
A partir de que idade fazer um check-up cardiológico?
Não existe uma idade única. Como regra prática, a avaliação de risco cardiovascular costuma começar por volta dos 40 anos em quem não tem fator de risco algum, e bem antes disso quando há hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, tabagismo, doença renal crônica ou história familiar de doença coronariana precoce.
Alguns marcadores antecipam a primeira avaliação de forma clara:
- História familiar de doença aterosclerótica prematura, definida nas diretrizes brasileiras como evento em parente de primeiro grau homem antes dos 55 anos ou mulher antes dos 65 anos. Um pai que infartou aos 48 muda a conduta em um filho de 30.
- Diabetes ou pré-diabetes, em qualquer idade.
- Pressão alta já diagnosticada ou medidas limítrofes repetidas.
- Tabagismo atual, inclusive cigarro eletrônico.
- Colesterol LDL muito elevado, que levanta a suspeita de hipercolesterolemia familiar.
- Complicações na gestação, como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, que são marcadores de risco cardiovascular futuro na mulher.
- Doença renal crônica, doenças inflamatórias crônicas e apneia obstrutiva do sono, que caminham junto com o risco cardiovascular.
- Intenção de iniciar ou retomar atividade física intensa, situação em que a avaliação segue uma lógica própria, descrita na página de cardiologia do esporte.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) passou a recomendar o escore PREVENT, desenvolvido pela American Heart Association e publicado em 2023, para estimar o risco de evento cardiovascular aterosclerótico em dez anos em adultos de 30 a 79 anos sem doença cardiovascular estabelecida. Essa faixa etária dá uma referência razoável de quando a conta começa a fazer sentido. Antes dos 30 anos, a avaliação costuma ser motivada por história familiar, alteração laboratorial já conhecida ou prática esportiva de alta intensidade, e não pela idade em si.
De quanto em quanto tempo repetir o check-up?
O intervalo depende do risco calculado e da estabilidade do quadro. Em adultos de risco baixo, com exames dentro das metas e sem mudança de hábitos, a reavaliação anual costuma bastar. Em risco intermediário ou alto, ou logo após um ajuste de medicação, o retorno tende a ser em três a seis meses.
Alguns gatilhos encurtam esse prazo independentemente do calendário:
- ganho de peso relevante ou mudança brusca de rotina alimentar;
- início ou abandono de tabagismo;
- diagnóstico novo de diabetes, apneia do sono ou doença inflamatória crônica;
- evento cardiovascular em parente de primeiro grau, que reclassifica o seu próprio risco;
- gravidez, menopausa e uso de terapia hormonal;
- início de medicação com impacto sobre pressão, glicemia ou perfil lipídico, como corticoides e alguns imunossupressores;
- qualquer sintoma novo: aí não é mais check-up, é consulta por sintoma.
Na prática do consultório, o retorno é marcado já na primeira consulta, com data definida e com a lista do que será refeito. Isso evita o padrão mais comum: o paciente que fez uma bateria de exames em 2019, guardou o resultado normal na gaveta e voltou seis anos depois com pressão de 160 por 100.
Nem todos os exames precisam ser repetidos na mesma frequência. O perfil lipídico e a glicemia costumam acompanhar o intervalo da reavaliação de risco; exames de imagem só são repetidos quando existe mudança clínica que justifique.
O que é avaliado na consulta de check-up cardiológico?
A maior parte da estimativa de risco vem da conversa e do exame físico, não da máquina. Na consulta são levantados história pessoal e familiar, hábitos, medicações em uso e sintomas que o paciente normalizou; depois vem o exame físico completo, com medida cuidadosa da pressão, ausculta cardíaca e pulmonar, palpação de pulsos e medidas antropométricas.
Anamnese e história familiar
São investigados infarto, AVC, morte súbita, arritmia, marca-passo, aneurisma e cirurgia cardíaca em pais, irmãos e filhos, com a idade em que cada evento aconteceu. A idade importa tanto quanto o evento. Também entram na conversa doenças que caminham junto com o risco cardiovascular: diabetes, doença renal, hipotireoidismo, gota, doenças reumatológicas e apneia obstrutiva do sono.
Hábitos
Alimentação real, e não a ideal, consumo de álcool, tabagismo, sono, nível de atividade física, estresse ocupacional e uso de suplementos, anabolizantes ou estimulantes. Esse bloco é o que mais muda o plano final, porque é onde estão os fatores sobre os quais é possível agir de imediato.
Exame físico
Pressão medida com técnica correta, nos dois braços na primeira avaliação. Frequência e ritmo cardíaco. Ausculta em busca de sopros. Palpação de pulsos periféricos e ausculta de carótidas e abdome. Peso, altura, índice de massa corporal e circunferência abdominal. Inspeção de pele e olhos, que às vezes mostram sinais de colesterol muito elevado, como xantomas e arco corneano.
Revisão da medicação em uso
Doses, horários, efeitos adversos e adesão real ao tratamento. Boa parte da pressão descontrolada não é resistência ao medicamento, e sim medicação tomada de forma irregular ou em dose insuficiente. Se você já convive com pressão alta, vale ler também quando procurar um cardiologista por hipertensão arterial.
Quais exames fazem parte do check-up cardiológico?
O núcleo básico é enxuto: perfil lipídico completo, glicemia de jejum e hemoglobina glicada, função renal com creatinina e taxa de filtração glomerular, potássio e sódio, TSH, ácido úrico, hemograma, exame de urina com pesquisa de albuminúria e eletrocardiograma de repouso. Tudo o mais é acrescentado por indicação, não por padrão.
Perfil lipídico: colesterol total, LDL, HDL, triglicérides e, cada vez mais, ApoB e lipoproteína(a). A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) incorpora ApoB, lipoproteína(a) e proteína C reativa entre os marcadores que ajudam a refinar a estratificação de risco; a indicação de cada um é individual e definida em consulta. Se o seu LDL já veio alto, a página sobre o que fazer com colesterol alto detalha as condutas.
Glicemia e hemoglobina glicada: identificam pré-diabetes e diabetes, condições que reposicionam o paciente na escala de risco.
Função renal e albuminúria: a perda de albumina na urina é marcador de lesão vascular e agrava o risco. É também um dado que o escore PREVENT utiliza para refinar a estimativa.
TSH, ácido úrico e hemograma: rastreiam condições que alteram pressão, ritmo cardíaco e perfil lipídico, e que mudam a interpretação do restante dos exames.
Eletrocardiograma de repouso: registra ritmo, condução, sinais de sobrecarga de câmaras e alterações sugestivas de isquemia prévia. É rápido, de baixo custo e serve de linha de base para comparação futura.
A lista completa e comentada está em quais exames fazem parte do check-up cardiológico.
Quando entram ecocardiograma, teste ergométrico, MAPA, Holter, doppler de carótidas e escore de cálcio?
Esses exames não são parte automática do check-up. Cada um responde a uma pergunta específica, e o pedido só se justifica quando essa pergunta existe. Solicitar tudo em todo mundo aumenta custo, ansiedade e achados irrelevantes, que por sua vez geram uma nova cascata de exames e de encaminhamentos.
| Exame | Que pergunta ele responde | Quando costuma ser indicado |
|---|---|---|
| Ecocardiograma transtorácico | Como estão o músculo, as válvulas e a função de bombeamento? | Sopro ao exame, hipertensão de longa data, alteração no ECG, falta de ar, história familiar de miocardiopatia |
| Teste ergométrico | O coração responde bem ao esforço? Há isquemia ou arritmia induzida pelo exercício? | Risco intermediário com dúvida clínica, avaliação antes de exercício intenso, sintoma que aparece apenas no esforço |
| MAPA de 24 horas | Qual é a sua pressão fora do consultório, inclusive dormindo? | Suspeita de hipertensão do jaleco branco ou mascarada, pressão limítrofe, avaliação de tratamento |
| Holter de 24 horas | Existe arritmia ao longo do dia inteiro? | Palpitações, tontura, desmaio, pausas percebidas no pulso |
| Doppler de carótidas | Há placa de ateroma nas artérias do pescoço? | Sopro carotídeo, risco intermediário que precisa ser reclassificado, história de AVC na família |
| Escore de cálcio coronariano | Já existe calcificação nas coronárias, mesmo sem sintoma? | Risco intermediário, dúvida sobre iniciar estatina, história familiar importante |
Dois pontos merecem destaque.
Sobre a MAPA: as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020) estabelecem limiares diferentes conforme o método: pressão de consultório a partir de 140/90 mmHg, média de 24 horas na MAPA a partir de 130/80 mmHg e monitorização residencial a partir de 130/80 mmHg. Por isso um valor considerado normal no consultório não descarta hipertensão, e o inverso também é verdadeiro.
Sobre o escore de cálcio: a Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC (2019) descreve o escore de cálcio como método consistente e reprodutível para estimar risco de eventos coronarianos futuros, e indica que, em pacientes de risco intermediário sem diabetes e sem história familiar de doença coronariana prematura, um escore igual a zero permite reclassificar o paciente para risco baixo e adiar o início da estatina. É um exame capaz de mudar conduta, e é exatamente por isso que ele é indicado caso a caso, e não solicitado em série.
O que significa risco cardiovascular baixo, intermediário e alto?
São faixas de probabilidade de sofrer um evento cardiovascular nos próximos dez anos, calculadas a partir de idade, sexo, pressão arterial, colesterol, tabagismo e diabetes. A faixa define a intensidade do tratamento: quanto maior o risco estimado, mais rígidas as metas de colesterol e de pressão e mais curto o intervalo de reavaliação.
A Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC (2019) define risco baixo como probabilidade menor que 5% em dez anos; risco intermediário entre 5% e 20% em homens e entre 5% e 10% em mulheres; e risco alto acima de 20% em homens e acima de 10% em mulheres.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) atualizou esse desenho: adotou o escore PREVENT para adultos de 30 a 79 anos sem doença cardiovascular estabelecida e passou a trabalhar com cinco categorias: baixo, intermediário, alto, muito alto e extremo. A categoria de risco extremo foi reservada a quem já teve múltiplos eventos ateroscleróticos maiores ou um evento maior somado a outras condições de alto risco. A mesma diretriz posiciona diretamente nas faixas superiores quem tem aterosclerose subclínica documentada ou elevação de origem genética do LDL, como na hipercolesterolemia familiar, independentemente do resultado da conta.
Na prática, o que muda entre as faixas:
- Baixo risco: foco em hábitos, metas menos rígidas de LDL e reavaliação espaçada. Nem por isso o assunto se encerra: risco baixo aos 42 anos não é risco baixo aos 60, porque a idade entra na conta todo ano.
- Risco intermediário: é a faixa cinzenta, e é nela que exames como escore de cálcio e doppler de carótidas, e marcadores como lipoproteína(a) e ApoB, ganham utilidade, porque servem para reposicionar o paciente para cima ou para baixo na escala.
- Alto risco e acima: metas de LDL mais rígidas, controle pressórico estrito, decisão sobre medicação com prazo curto de reavaliação e atenção redobrada à adesão.
Fatores agravantes, como história familiar de doença prematura, doença renal crônica, síndrome metabólica e doenças inflamatórias, podem reclassificar para cima alguém cujo número isolado sugeria risco menor. É por isso que a calculadora é o começo da conversa, e não o fim dela.
O que sai da consulta de check-up cardiológico?
Sai um documento com três coisas: a sua classificação de risco no momento, metas numéricas individuais e um plano de acompanhamento com data. Metas genéricas de internet não servem: o alvo de LDL de um homem de 55 anos com diabetes é diferente do alvo de uma mulher de 38 anos sem fator de risco.
O que costuma ser definido de forma explícita:
- Meta de LDL em mg/dL, ajustada à sua categoria de risco.
- Meta de pressão arterial, com orientação de como medir em casa e com que frequência anotar.
- Meta de hemoglobina glicada, quando há diabetes ou pré-diabetes.
- Prescrição de exercício, com tipo, frequência e intensidade, e não apenas a recomendação genérica de fazer atividade física.
- Ajustes alimentares viáveis para a sua rotina, e encaminhamento a nutricionista quando cabe.
- Decisão sobre medicação, com o motivo dela registrado e o prazo para reavaliar.
- Data do retorno e a lista do que será repetido nele.
Quando o plano envolve outros profissionais (endocrinologista, nefrologista, nutricionista, educador físico) o encaminhamento sai na mesma consulta. Se você quer entender antes como funciona a consulta em si, veja a página de consulta cardiológica ambulatorial.
Meus exames deram normais. Isso quer dizer que está tudo certo?
Não encerra o assunto. Exame normal significa que, naquela data e para aquela pergunta, não houve alteração detectável. Ele não elimina o risco futuro, não substitui o controle dos fatores de risco e não tem validade indefinida. Um eletrocardiograma normal, por exemplo, pode conviver com obstrução coronariana significativa.
Três motivos pelos quais o resultado normal não fecha a questão:
- Os exames têm limites. Cada método enxerga uma coisa. O eletrocardiograma de repouso registra alguns segundos do coração em repouso. O ecocardiograma avalia estrutura e função, e não a luz das artérias. Nenhum deles vê tudo.
- O risco é dinâmico. A idade sobe todo ano e pesa na conta. Pressão, peso, glicemia e colesterol mudam. A estratificação precisa ser refeita.
- A doença aterosclerótica é silenciosa por muito tempo. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) descreve a aterosclerose como condição crônica, progressiva e de início precoce. Ela se instala muito antes de dar sintoma.
Por isso o resultado normal deve vir acompanhado de duas informações: quais metas você precisa manter e quando repetir a avaliação. Sem isso, o exame normal vira uma falsa sensação de resolução.
Qual a diferença entre check-up e consulta por sintoma?
O check-up é para quem não tem queixa e quer estimar risco. A consulta por sintoma é para quem já sente algo: dor no peito, falta de ar, palpitação, inchaço nas pernas, desmaio, cansaço desproporcional ao esforço. As duas usam alguns exames em comum, mas partem de perguntas diferentes e têm urgência diferente.
| Check-up preventivo | Consulta por sintoma | |
|---|---|---|
| Paciente | Sem queixas | Com queixa ativa |
| Pergunta central | Qual o meu risco nos próximos 10 anos? | O que está causando isto agora? |
| Ritmo | Programável | Prioritário |
| Exames | Escolhidos pelo perfil de risco | Escolhidos pela hipótese diagnóstica |
Se você tem sintoma, não agende um check-up: agende uma consulta e descreva a queixa. Materiais como dor no peito: quando é o coração e palpitações: quando investigar arritmia ajudam a organizar o que contar na consulta.
Atenção. Dor no peito em aperto, especialmente se irradia para braço, mandíbula ou costas, falta de ar de início súbito, desmaio ou mal-estar intenso com suor frio são situações de emergência. Nesses casos, procure imediatamente um serviço de emergência ou ligue 192 (SAMU). Não espere consulta, não mande mensagem e não aguarde retorno de agendamento.
Como é feito o check-up cardiológico no Lago Sul com a Dra. Layla Benevides?
O atendimento é feito na Clínica Lívere, no Lago Sul, na Live Medicina Especializada, na Asa Sul, e também no Hospital Sírio-Libanês Brasília. Dra. Layla Benevides é médica cardiologista, CRM-DF 17997, com RQE 16674 em Clínica Médica e RQE 16675 em Cardiologia, e título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
A formação inclui residência médica em Clínica Médica no Hospital Julia Kubitschek, em Belo Horizonte, e residências em Cardiologia e em Ergometria (testes de esforço, cardiologia do esporte e reabilitação cardiovascular) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, além de certificação em ECMO pela ELSO. Integra o corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês Brasília, do Hospital DF Star e do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal, e atua como plantonista de UTI nesses serviços.
Onde e como
- Consultório: Clínica Lívere, SHIS QI 01, Lote B, Bloco B, Sala 010-7, Edifício Santos Dumont Medical Center, Lago Sul, Brasília-DF, CEP 71605-170. Detalhes de acesso e estacionamento estão na página da Clínica Lívere no Lago Sul.
- Hospital Sírio-Libanês Brasília: SGAS 613, Lote 94, Via L2 Sul, Asa Sul, Brasília-DF, CEP 70200-730.
- Modalidades: ambulatorial, hospitalar e domiciliar. Para quem tem dificuldade de locomoção, existe a opção de consulta cardiológica em casa.
- Regiões atendidas: Lago Sul, Jardim Botânico, Park Way, Lago Norte, Asa Sul, Asa Norte e Sudoeste.
Pagamento e reembolso
O atendimento é exclusivamente particular. A nota fiscal é emitida para que você solicite reembolso ao seu plano de saúde, conforme as regras do seu contrato. São aceitos cartão de crédito, cartão de débito, Pix e dinheiro.
Como se preparar
Se você vai marcar um check-up cardiológico no Lago Sul, leve à consulta: exames de sangue dos últimos 12 meses, eletrocardiogramas e laudos anteriores, a lista das medicações em uso com as doses, e as idades em que pais, irmãos e filhos tiveram eventos cardiovasculares. Com esse material em mãos, a estratificação de risco sai já na primeira consulta e evita repetir exames recentes.
O agendamento é feito pelo telefone (61) 3773-4324 ou pelo WhatsApp (61) 99845-4292. O WhatsApp é canal de agendamento e de informações administrativas: avaliação de sintomas, leitura de exames e conduta clínica acontecem apenas na consulta. As condições de atendimento estão em como agendar consulta.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico nem a orientação individual de um profissional habilitado.
Perguntas frequentes
A partir de que idade devo fazer um check-up cardiológico?
Não há idade única. Sem nenhum fator de risco, a avaliação costuma começar por volta dos 40 anos. Com hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, tabagismo ou história familiar de doença coronariana antes dos 55 anos em homens e 65 em mulheres, começa antes. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 recomenda estimar risco em adultos de 30 a 79 anos sem doença cardiovascular estabelecida.
Quais exames fazem parte do check-up cardiológico?
O núcleo básico inclui perfil lipídico completo, glicemia de jejum e hemoglobina glicada, função renal e albuminúria, potássio, sódio, TSH, ácido úrico, hemograma e eletrocardiograma de repouso. Ecocardiograma, teste ergométrico, MAPA, Holter, doppler de carótidas e escore de cálcio coronariano entram apenas quando há indicação clínica específica, definida na consulta.
O check-up cardiológico precisa de jejum?
Depende dos exames solicitados. Boa parte das dosagens de perfil lipídico já pode ser feita sem jejum, mas glicemia de jejum e alguns painéis ainda exigem preparo. A orientação exata vem junto com o pedido médico e com as instruções do laboratório escolhido. Vale confirmar o preparo antes de sair de casa para a coleta.
Com que frequência devo repetir o check-up cardiológico?
Em risco baixo, com exames dentro das metas e sem mudança de hábitos, a reavaliação anual costuma ser suficiente. Em risco intermediário ou alto, ou logo após ajuste de medicação, o retorno tende a ser em três a seis meses. Diagnósticos novos, ganho de peso relevante, tabagismo, gestação e eventos cardiovasculares na família encurtam esse intervalo.
Exame cardiológico normal significa que meu coração está saudável?
Significa que naquela data e para aquela pergunta não houve alteração detectável. Cada exame tem limites: um eletrocardiograma de repouso pode ser normal mesmo com obstrução coronariana relevante. Além disso, o risco muda com o tempo. Por isso o resultado normal deve vir acompanhado de metas a manter e de uma data definida para repetir a avaliação.
Qual a diferença entre check-up cardiológico e consulta por sintoma?
O check-up é para quem não tem queixa e quer estimar risco futuro. A consulta por sintoma parte de uma queixa ativa, como dor no peito, falta de ar ou palpitação, e busca a causa. Se você tem sintoma, agende consulta descrevendo a queixa. Em dor no peito em aperto, falta de ar súbita ou desmaio, procure um serviço de emergência ou ligue 192.
O escore de cálcio coronariano é necessário para todo mundo?
Não. Ele costuma ser indicado em pacientes de risco intermediário, quando o resultado pode mudar a decisão sobre iniciar medicação. A Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC de 2019 indica que, em pacientes de risco intermediário sem diabetes e sem história familiar de doença coronariana prematura, um escore igual a zero permite reclassificar para risco baixo.
O check-up cardiológico no Lago Sul é atendido por plano de saúde?
O atendimento é exclusivamente particular. É emitida nota fiscal para que o paciente solicite reembolso ao plano de saúde, conforme as regras do próprio contrato. São aceitos cartão de crédito, cartão de débito, Pix e dinheiro. O agendamento é feito pelo telefone (61) 3773-4324 ou pelo WhatsApp (61) 99845-4292, que é canal administrativo.
Fontes e leitura complementar
- Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC de 2019
Sociedade Brasileira de Cardiologia / Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025
Sociedade Brasileira de Cardiologia / Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020
Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia - Estatística Cardiovascular Brasil 2023
Sociedade Brasileira de Cardiologia / Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Diretrizes, Posicionamentos e Recomendações da SBC
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Leia também
- quais exames fazem parte do check-up cardiológico Aprofunda a lista de exames e o que cada resultado significa, que é a dúvida imediata de quem lê a seção de exames.
- cardiologia do esporte Quem vai iniciar ou intensificar treino precisa de uma avaliação com lógica própria, diferente do check-up preventivo comum.
- quando procurar um cardiologista por hipertensão arterial Hipertensão é o fator de risco mais prevalente entre quem procura o check-up e merece leitura direcionada.
- o que fazer com colesterol alto Complementa a seção de perfil lipídico para o leitor que já chegou com LDL elevado no exame.
- dor no peito: quando é o coração Separa claramente quem deve agendar consulta por sintoma de quem procura avaliação preventiva.
- consulta cardiológica ambulatorial Explica como transcorre a consulta no consultório, passo seguinte natural de quem terminou de ler o que sai do check-up.
Onde a consulta acontece
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Agendamento: WhatsApp (61) 99845-4292Telefone Lago Sul: (61) 3773-4324
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Perfil na Doctoralia
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Dra. Layla Benevides, Médica Cardiologista, CRM-DF 17997, RQE 16674 (Clínica Médica) e RQE 16675 (Cardiologia).
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico nem o tratamento individualizado. Em caso de dor no peito intensa, falta de ar súbita, desmaio ou sintoma grave, procure imediatamente um serviço de emergência ou ligue para o SAMU (192).
