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Arritmias cardíacas no Lago Sul: como se investiga e se trata

Investigar arritmias cardíacas no Lago Sul depende de uma coisa acima de todas: documentar o ritmo enquanto o sintoma acontece. Um eletrocardiograma normal no dia da consulta não afasta arritmia, e é por isso que a escolha do método de registro importa mais que o exame em si. Este texto é informativo e não substitui a consulta médica.

Dra. Layla Benevides, cardiologista que investiga arritmias cardíacas no Lago Sul

Como se documentam arritmias cardíacas

Palpitação é a sensação de perceber o próprio coração batendo, e ela pode vir de um ritmo alterado ou de um coração normal batendo forte. Separar as duas coisas exige registro.

O que eu pergunto antes de escolher o exame, porque a resposta define o método:

  • Começa e termina de repente, ou vai e vem devagar? Início e fim abruptos sugerem taquicardia; subida e descida graduais sugerem resposta fisiológica.
  • Quanto dura? Segundos, minutos ou horas mudam o aparelho indicado.
  • Com que frequência? Episódio diário se documenta com Holter de 24 horas; episódio mensal não.
  • Vem com desmaio, dor no peito ou falta de ar? Isso muda a urgência inteira.
  • Bate regular ou irregular? Irregularidade sustentada levanta fibrilação atrial.

A partir daí: Holter de 24 horas para sintoma frequente, monitorização por mais dias quando o episódio é esporádico, e teste ergométrico quando o gatilho é o esforço. Quem quer o recorte sobre quando investigar encontra em palpitações e quando investigar arritmia.

Fibrilação atrial: por que ela tem peso próprio

Entre as arritmias cardíacas, a fibrilação atrial merece destaque porque o risco principal dela não é o sintoma, é o AVC.

Na fibrilação atrial os átrios perdem a contração organizada, o sangue circula mal dentro deles e pode formar coágulo. Se esse coágulo sai, o destino frequente é o cérebro. Por isso a primeira decisão diante de uma fibrilação atrial documentada não é sobre sintoma, é sobre anticoagulação.

Essa decisão é tomada com escore de risco, que leva em conta idade, pressão, diabetes, insuficiência cardíaca, AVC prévio e doença vascular, e é pesada contra o risco de sangramento. Não é uma escolha de preferência, é uma conta.

Depois dela vêm as outras duas: controlar a frequência, deixando o coração em fibrilação mas em ritmo aceitável, ou tentar restaurar o ritmo normal, com remédio, cardioversão ou ablação. A escolha depende de idade, sintoma, tempo de arritmia, tamanho do átrio e do que já foi tentado.

Um ponto prático: fibrilação atrial pode ser completamente assintomática e ser descoberta num exame de rotina. Isso não a torna inofensiva. O risco de AVC não depende de você sentir.

Extrassístoles e as arritmias que não precisam de tratamento

Boa parte das palpitações investigadas termina em extrassístole: um batimento adiantado, seguido de uma pausa e de um batimento mais forte, que é justamente o que a pessoa sente como falha ou solavanco.

Em coração estruturalmente normal e em pequena quantidade, extrassístole é achado benigno e não pede tratamento. O que muda essa conduta:

  1. Quantidade alta no Holter, porque carga muito elevada pode, com o tempo, enfraquecer o músculo.
  2. Coração com alteração estrutural, o que se avalia por ecocardiograma.
  3. Sintoma que atrapalha a vida, mesmo com quantidade pequena.
  4. Associação com desmaio ou histórico familiar de morte súbita, que muda a investigação por completo.

Quando não há indicação de tratamento, a conduta é explicar bem. Grande parte do sofrimento nesses casos vem de não saber o que é, e não da arritmia.

Cafeína, álcool, privação de sono, ansiedade e alterações de tireoide e de potássio são gatilhos frequentes e reversíveis. Vale investigá-los antes de partir para remédio.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento das arritmias cardíacas segue três caminhos, que muitas vezes se combinam: remover o gatilho, controlar com medicação e, quando indicado, corrigir com procedimento.

A ablação por cateter passou a ter indicação mais precoce em situações específicas, sobretudo em pessoas jovens e sintomáticas. Já o marca-passo entra do lado oposto do problema, quando o coração bate devagar demais.

O acompanhamento depende do diagnóstico. Fibrilação atrial em anticoagulação exige controle de função renal e revisão periódica da dose. Arritmia controlada com medicação pede avaliação da tolerância e do eletrocardiograma, porque parte dos antiarrítmicos altera a condução.

Procure emergência diante de palpitação com desmaio, dor no peito, falta de ar intensa ou sensação de que vai desmaiar. Ligue 192 (SAMU). Palpitação isolada, sem esses acompanhantes, é caso de investigação programada.

O acompanhamento acontece no consultório da Clínica Lívere, no Lago Sul, e no da Live Medicina Especializada, na Asa Sul. Formas de agendar em agendar consulta.

Perguntas frequentes

Como se investigam arritmias cardíacas?

Documentando o ritmo enquanto o sintoma acontece. Um eletrocardiograma normal no dia da consulta não afasta arritmia. Conforme a frequência dos episódios, entram Holter de 24 horas, monitorização por mais dias ou teste ergométrico quando o gatilho é o esforço. A descrição do episódio é o que escolhe o método.

Sinto falhas no coração. É grave?

Na maioria das vezes são extrassístoles, batimentos adiantados que em coração normal e em pequena quantidade são benignos e não pedem tratamento. O que muda essa leitura é quantidade alta no Holter, alteração estrutural no ecocardiograma ou associação com desmaio. Por isso a investigação existe: para separar o benigno do resto.

Fibrilação atrial sem sintoma precisa de tratamento?

Precisa, e essa é uma das confusões mais perigosas. O risco principal da fibrilação atrial é o AVC, e ele não depende de você sentir a arritmia. A decisão sobre anticoagulação é tomada por escore de risco, não por sintoma. O controle do ritmo ou da frequência vem depois dessa definição.

Café e ansiedade causam arritmia?

Podem desencadear ou piorar palpitação, principalmente extrassístoles, junto com álcool, privação de sono e alterações de tireoide e de potássio. São gatilhos reversíveis e vale investigá-los antes de considerar remédio. Mas atribuir tudo à ansiedade sem documentar o ritmo é o erro que atrasa diagnósticos que importam.

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Onde a consulta acontece

Clínica Lívere

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SGAS 610/611, Bloco I, Sala SL15
Centro Médico Lucio Costa
Asa Sul, Brasília, DF
CEP 70200-700
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Asa Sul, Brasília, DF
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Dra. Layla Benevides, Médica Cardiologista, CRM-DF 17997, RQE 16674 (Clínica Médica) e RQE 16675 (Cardiologia).

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica, o diagnóstico nem o tratamento individualizado. Em caso de dor no peito intensa, falta de ar súbita, desmaio ou sintoma grave, procure imediatamente um serviço de emergência ou ligue para o SAMU (192).